Chicken-Power
Na colônia, durante a Páscoa, enfeitávamos as prateleiras da casa com um tipo de papel crepom. As sobras eram separadas conforme a cor (azul, vermelho, lilás, amarelo). Depois, uma vez mergulhado em água quente, este papel soltava a cor. Quando a tintura esfria, mergulhávamos nela as galinhas brancas do terreiro. Elas ficavam amarelas, outras azuis, outras lilases... Mas só as galinhas brancas! E só no tempo de Páscoa, assim como se pintava os ovos cozidos.
O movimento, a forma em movimento relaciona-se ao fato de termos, em minha infância, um terreno pequeno, onde as galinhas tinham de ficar presas o dia todo. Só as soltávamos ao anoitecer, para que não fossem ciscar na terra dos vizinhos. Eu era o encarregado de abrir o galinheiro. Elas, ansiosas nos poleiros, mal esperavam que eu abrisse a porta. Quando abria, saíam voando, soltando penas, me atropelando e arranhando com estardalhaço. Devia ter seis ou sete anos.
Moldura: Moldura de madeira com 4,5cm de profundidade e 1,5cm de borda - essa medida deve ser somada nos quatro cantos para ter o tamanho final do quadro.
Impressão: Impressão UV em alta definição no material Canvas (como uma tela de pintura)
Garanta já a sua e sinta a presença inspiradora de Flávio Scholles em seu lar!
Comparativo base de referência entre tamanhos. Os tamanhos variam de acordo com cada obra e sua proporção original. 